Já publiquei posts sobre shows em si, um pouco do processo de divulgação, mas até agora não tinha falado a respeito dos produtores. Dá para dizer que, assim como em toda profissão, encontra-se gente acessível e inacessível, simpáticos e mal-humorados, prestativos e os que não te dão a menor atenção. A diferença, aqui, é que essas características podem interferir e muito no trabalho do assessor, ou seja, aqueles que fazem o meio-de-campo com a imprensa. Se o produtor me ignora, o jornalista da redação acaba ficando sem entrevista na grande maioria das vezes. E sem entrevista o espaço reservado ao evento, obviamente, é menor. Claro, sempre tem aquelas bandas que se vendem sem necessidade de corrermos tanto atrás. Ainda assim, sabemos que as “aspas” (declarações) conferem um peso maior à matéria…

Na primeira edição do Estúdio Coca-Cola Zero, tive o azar de entrar em contato com duas produtoras que, literalmente, não estavam nem aí para mim! Tive de usar toda a inteligência de que fui capaz para conseguir as informações driblando esse pessoal! Só para se ter uma idéia: a produtora da Cachorro Grande sequer me respondeu um e-mail, e o responsável, claro, sempre se encontrava estrategicamente em reunião. Todos os assuntos referentes ao show eram repassados para outra empresa de assessoria (que, diga-se, também não me ajudou muito). Isso quer dizer que as chances de telefone sem fio eram tremendamente imensas! Se o jornalista de redação quisesse uma entrevista, teria que esperar o retorno do seguinte caminho: redação – assessoria do show – assessoria da banda – produtora da banda – banda – produtora da banda – assessoria da banda – assessoria do show – redação.
Legal, não? É claro que o público em geral não tem idéia do quanto é complicado às vezes esse intermédio.

E poderia ser mais simples? Sim, poderia! Na verdade, acredito que basta boa vontade. As produtoras de Pitty e Tribo de Jah foram encantadoramente acessíveis! Óbvio que nem tudo são flores, mas facilitar as coisas resulta melhor para todo mundo! Para a banda, que ganha mais centímentros publicados; para o assessor, que consegue trabalhar; para o jornalista de redação, que é abastecido de informações mais consistentes; e o público, que recebe matérias mais qualificadas.



2 Responses to “O crivo dos produtores”  

  1. É verdade, muitas coisas na vida poderiam ser mais simples e fáceis se todos nós pudéssemos ceder um pouco da nossa atenção e tempo aos demais. O que eu acho que ocorre as vezes é o conceito daquele filme “A Corrente do Bem” às avessas. Como nunca faciltam o trabalho do fulano, este também não faz a menor questão de colaborar com o ofício do “ciclano” e por aí vai a corrente… ou seja, “engessa” o trabalho de tudo mundo e o resultado final fica aquém do esperado…bom se fosse ao contrário, e eventualmente é, mas quase sempre é difícil remar contra a maré…

    Beijo!

  2. 2 deia

    Pois é, Seu Fi (agora o apelidou pegou, hehehe). Também acho. E às vezes são coisas muito simples de se fazer! Não nos resta outra a não ser encontrar alternativas! Beijos.


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