Passei um bom tempo sem postar, mas não esqueci de falar sobre a segunda edição do Estúdio Coca-Cola Zero POA, que aconteceu nesse domingo em Novo Hamburgo. Na verdade, confesso que mal vi o show. Estive tão envolvida com o entra-e-sai de gente, pista, camarote, camarim, imprensa, que Pitty e Tribo de Jah terminaram sendo uma espécie de som ambiente… É MUITO diferente assistir a um espetáculo como espectador comum do que estando envolvido na produção. E é também absolutamente encantador estar por dentro desses detalhes que a maioria desconhece, como por exemplo o lugar em que vai ser feito o credenciamento e entregues os convites, os acessos de entrada e saída dos camarins, quem pode circular nas áreas restritas e quem não pode, os horários em que as bandas chegam ao local…

No caso do OK Center, local desta edição do Estúdio, precisamos chegar com três horas de antecedência. Não porque fosse realmente necessário, mas porque tinha tantos sobes-e-desces e passagens que era bom mesmo estar atento. Uma das portas que dava acesso ao camarim da Pitty tinha uma placa escrito “Sanitário”. Não dava para ficar assim, né? Manda cobrir com outra coisa. Os convidados do camarote vip tinham que atravessar a pista e subir por uma escada, então explica a eles como funciona (aliás, até agora não entendi por que não permitiram o acesso direto pela entrada principal). O mais tragicômico de tudo, no entanto, foi o local designado para a venda de ingressos e entrega das pulseirinhas. Era uma sala com quatro janelinhas gradeadas, duas para a bilheteria e duas para o credenciamento. Fora o “pequeno detalhe” de que as janelas ficavam a meio metro do solo, obrigando as pessoas a se agacharem para fazerem o pedido, a tal sala fedia insuportavelmente a mofo! Acho que ninguém abria aquele espaço há pelo menos um ano! Impossível. Nessas horas, a não ser que me pagassem um extra por insalubridade, a solução era mesmo ficar de pé no lado de fora.

Fotos: Eduardo Liotti

Mas o que importa é que o show transcorreu com tranqüilidade e tudo deu supercerto! Pitty e Tribo de Jah atenderam a imprensa e os embaixadores do projeto no camarim, os fotógrafos conseguiram boas imagens, saíram ótimas matérias de pós-evento, o coquetel estava uma delícia, a pista lotou. E o som? Bom, já disse que fiquei tão atenta à recepção e outras questões que realmente não deu para curtir tanto a fusão de rock com reggae, ou ao menos saciar a curiosidade. Mas vamos tentar… As apresentações em separado foram o que se conhece das duas bandas, a Tribo embalando o público com melodias mais calmas e Pitty levantando a gurizada com sua presença cênica. Sim, mesmo quem não gosta da roqueira precisa admitir que ela tem atitude e personalidade. No palco, ofusca os outros. E taí uma das poucas coisas que me chamaram a atenção no terceiro ato: nunca imaginei Pitty fazendo segunda voz, dividindo o palco com consciência para que a outra banda tivesse igual brilho. E foi exatamente isto o que aconteceu. Nas músicas cantadas pela Tribo, Pitty era quase coadjuvante. Nas canções em que ela assumia o papel principal, a Tribo gentilmente recuava. Foi bonito de se ver.



3 Responses to “Estúdio com Pitty e Tribo de Jah”  

  1. massa!!!!!!!!!!!!!

  2. 2 Tulio

    Alguem pode me passar o link pra baixar as musicas em boa qualidade?


  1. 1 Estúdio Coca-Cola Zero: Calypso e...Paralamas? Esse já entrou para História | Hit Na Rede

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